RESENHA: O aprendiz de assassino

O apreO aprendiz de assassinondiz de assassino, de Robin Hobb, foi uma das agradáveis surpresas de 2013. Publicado no Brasil pela Leya, o livro já conta com milhares de fãs lá fora e, agora, certamente aqui dentro. É o primeiro volume da Trilogia Farseer, que aqui também renderá três livros, conforme reportou a editora.

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RESENHA: A Roda do Tempo – O Olho do Mundo

1- Capa da Intrínseca

Capa da Intrínseca.

Há dias que planejo escrever uma resenha deste aqui, mas um marasmo típico de alguns momentos de nossas vidas – maximizado, aliás, quando terminamos de ler um bom livro –, outras prioridades e, sobretudo, a sensação de que não sou qualificado para falar de uma obra desse calibre – tudo isso ficou no caminho. A verdade é que não passo de um recém-chegado a esse universo que já conquistou os corações de milhões de fãs ao redor do mundo. Sou um retardatário e, exatamente por esse motivo, estou atrasado na leitura da saga, mal tendo iniciado o segundo volume. É relevante que eu esclareça isso, porque suponho que minhas impressões, enumeradas abaixo, seriam diferentes se eu tivesse uma noção mais macro do assunto, que abarcasse o conjunto de todas as histórias que compõem A Roda do Tempo. Portanto, minhas críticas sofrem desse desfalque devido a meus limitados conhecimentos acerca da vasta criação de Robert Jordan. Continuar lendo

RESENHA: Perdido Street Station

PerdidoNova Crobuzon é uma cidade esquálida onde seres humanos, refeitos e raças arcanas vivem em perpétuo estado de medo em face do Parlamento e de sua milícia brutal. Isaac, um cientista brilhante, é requisitado por um homem-pássaro, um garuda, para recuperar-lhe a capacidade de voo, confiscada quando lhe arrancaram as asas como punição por algum crime que ele teria cometido. Mas um espécime que Isaac estuda em seu laboratório ao longo das pesquisas ameaça a cidade inteira, e eis que uma lagarta de cores vivas que se alimenta de alucinógenos cresce para devorar a todos.

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RESENHA: A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia – O nome do vento

O nome do vento 2Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de ‘Kuouth’. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir.

(…)

Meu primeiro mentor me chamava de E’lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles.

Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’.

Fui chamado de muitas outras coisas, é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas.

Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon. Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.

Vocês devem ter ouvido falar de mim.

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RESENHA: O Conquistador

Gêngis 1Decidi escrever minha primeira resenha sobre um autor que me surpreendeu bastante. Talvez porque sua obra melhor se adéque ao gênero da Ficção Histórica; talvez devido a sua preferência por longos parágrafos de narração em sequência, só volta e meia entremeados por diálogos; talvez por não se negar a retratar cada detalhe de uma batalha, dos excitantes aos sórdidos, e a explicar estratégias e táticas bélicas, bem como a descrever armas e equipamentos de combate, tudo isso sem enfastiar o leitor; sim, talvez por uma combinação de todos esses motivos, eu o associasse (e ainda o associo) a Bernard Cornwell, que não me agrada lá tanto. (Aos eventuais leitores fanáticos por Cornwell: por favor, não me crucifiquem – nem me roguem pragas típicas da antiga Bretanha, se esta última opção soar mais apropriada.) A verdade é que não desgosto de Cornwell, mas tampouco sua escrita me cativou. Acho que ainda não me habituei ao estilo dele, só isso; pretendo investir mais nele no futuro.

Bem, à resenha.

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