Elementos da fantasia: o vilão

VaderO que faz um bom vilão? Bem, certamente nada relacionado ao adjetivo “bom” no sentido de “moralmente bom”. Em contrapartida, também não é algo ligado necessariamente à ideia de “mau”. Tampouco é algo no “meio-termo”, algo dentro de uma escala de cinza da moralidade. Então: o que é? Sabemos que um vilão, como todo personagem (exceto talvez os mais remotos coadjuvantes), precisa ser profundo e complexo, características que lapidam sua verossimilhança, mas a verdade verdadeira é que essa afirmação não diz muito. Afinal, o que profundidade e complexidade significam? Continuar lendo

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25/07: Dia do Escritor & uma nota de alento

Certo, suponho que no dia de hoje eu deva escrever algumas palavras sobre o próprio ato de escrever (e viva a metalinguagem!), algum pensamento sobre minha pretensão de ser escritor ou uma descrição do que a escrita significa para mim. Continuar lendo

A realidade da fantasia: protestos e revolução

Post inspirado nos protestos por mudanças e reformas Brasil afora.

Tentei escrever este ensaio sobre revoluções – i.e., movimentos revolucionários – na Literatura Fantástica, porém desconfio que, para variar, viajei demais e em alguns momentos perdi o foco. Abaixo, exploro como essa temática tem sido desenvolvida nos romances de fantasia que já li. Friso que é tudo opinião minha, e exposta sem qualquer rigor técnico… mas leiam mesmo assim. 🙂

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A realidade da fantasia: a polêmica da pena de morte

Fantasia e realidadePara aqueles que creem que a fantasia não se imiscui nos temas polêmicos da realidade, que passa ao largo de conflitos e debates contemporâneos ou que ignora problemas que exigem a atenção tanto da produção literária quanto da produção acadêmica, o presente artigo busca defender um entendimento diverso.

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Cenários fantásticos: Tolkien e a Terra-média

Terra-média

A paz bucólica do Condado. O labirinto antigo e nevoento que é a Floresta Velha. O aconchego da hospedaria Pônei Saltitante. O Topo do Vento. O repositório de sabedoria e de esperança que é Valfenda. Os ruídos agourentos e os ares pestilentos da Floresta das Trevas. Os majestosos salões de Moria, escuros após sua queda. A dourada Lothlórien. A imponente Minas Tirith. Eu poderia seguir adiante e enumerar os lugares fabulosos mencionados em O Silmarillion, mas, de Tolkien, por ora é melhor me limitar à Terra-média e a’O Senhor dos Anéis.

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Roland e José – ou: o que A Torre Negra e a poesia brasileira têm em comum para uma mente dada a viajar?

Em nome da honestidade literária (não sei se o conceito existe realmente, mas, ainda que não, ele faz algum sentido para quem o lê, o que é o bastante), aviso que este post é sobre nada. Trata-se de apenas mais uma divagação minha que gostaria de transpor ao papel.

Falo aqui de uma associação baseada puramente nas palavras de dois textos, uma associação que conduz a uma correlação entre dois personagens que nada teriam em comum  exceto em minhas ruminações disparatadas e sem qualquer rigor intelectual.

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Criatividade na Literatura Fantástica: revoluções ou remakes?

Houve um tempo em que comecei a pensar que, nos dias que correm, não mais existiria originalidade na Literatura Fantástica. Cismava que todas as grandes histórias já tinham sido escritas e que qualquer nova história poderia ter suas origens traçadas até outras mais antigas. Sustentava que o leitor sempre seria capaz de associar o que leu a referências que lhe fossem mais familiares. Sensação de mesmice de mesmices.

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Sobre a Literatura Fantástica e a essência não essencial do blog

Então… Literatura Fantástica, certo? Fantasia, você quer dizer?

Não, o blog não trata de fantasia – ao menos não no sentido pejorativo que a palavra veio a adquirir. Porque a fantasia – ou o que existe de melhor nela – jamais se dissocia totalmente da realidade. Quem a conectou ao escapismo não fez mal, mas tampouco a compreendeu em sua plenitude.

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