Nômades da Desolação – Parte 3

Nômades da desolação 7

De relance, captou um vulto indistinto à esquerda, mas quando girou o olhar só enxergou um trio de árvores pretas como carvão. Teria sido…? “Ela?” Não, absolutamente: ela estava morta. “Vento.” Sim, fora o vento – provavelmente. “Provavelmente não.” Vento nenhum produzia o ruído que escutara. “E não existe vento na zona morta.” Cari não podia ter ignorado o barulho. Ela era desligada, mas também era uma caçadora. Decerto o ouvira, mas não lhe dedicara atenção, pois não devia ser algo com que se preocupar. Era o mesmo som que o rapaz emitia ao caminhar: o crac crac ausente nos passos da amiga. O crac crac que, por algum motivo, recordava Soni de ossos. As vértebras e ossículos que o Velho Tobi manuseava em certas cerimônias. O esqueleto que todos ofertavam aos deuses após o animal de onde viera ter servido de refeição. Porque, ao contrário da carne que apodrecia, os ossos eram imperecíveis como os deuses. Os deuses que haviam abandonado a mãe de Soni.

O Velho Tobi buscara convencer o rapaz de que sua mãe contraíra a peste oriunda da Desolação por culpa das blasfêmias do pai. Soni não acreditara, não pudera. Pois, por mais curioso que seu pai fosse, a família nunca negligenciara as orações e os ritos. E o adágio que até as crianças recitavam de cor dizia: “Quem cumpre para com os eternos, mantém-se eterno”. A devoção trazia longevidade e, mesmo, imortalidade. Quem cultivava essas tradições restava imune aos ares pestilentos que emanavam das terras devastadas. O rapaz sempre imaginara que os deuses deviam ser donos de um prodigioso humor negro, para conceder a dádiva da imortalidade às pessoas e, ao mesmo tempo, condená-las a fugir perpetuamente da morte a avizinhar-se logo atrás. Quando a mãe terminara refém da praga, Soni decidira que os deuses, além de trocistas, eram cruéis.

– Cari, eu…

– Vamos fazer uma pausa, está bem? – decretou a amiga ao estacar de súbito.

O rapaz anuiu. Desfez-se da mochila e tratou de ajudar Cari a amontoar gravetos para uma fogueira. Enquanto isso investigou os arredores, à cata da fonte do ruído. Teria sido gente enviada pelo clã? Gente enviada para levá-los de volta? Para resgatá-los? “Quem fica para trás, apenas fica.” E mais uma vez o estômago de Soni rosnou, de fome e de nervosismo.

A amiga esvaziou um odre na panela e começou a picar uma cebola e cenouras. Ao longo da viagem a Caravana volta e meia encontrava legumes, verduras e hortaliças selvagens. Uns sugeriam que eram resquícios de fazendas desertas havia décadas. Sob a orientação do pai de Soni o clã providenciara a construção de uma carroça com um caixote espaçoso e profundo, repleto de terra. Nele implantara-se uma horta improvisada e não muito bem sucedida: se a estação e o ambiente favorecessem, alguns alimentos brotavam ali, para estocagem na Carroça dos Mantimentos. Soni e Cari vinham consumindo uma parcela da rara produção que vingara dois meses atrás. Ciente disso, o rapaz não reclamou que tivessem sopa de novo para o desjejum.

– Cari, você… – encetou entre um gole e outro do caldo em sua vasilha.

– Não vai me interpelar novamente sobre nosso destino, vai?

– Não, eu…

– Porque você parece comigo quando era mais nova – ela sorriu. – Ficava importunando meus pais com aquela pergunta sem sentido: “Estamos chegando?”. Como eles não respondiam, eu repetia sem cessar: “Estamos chegando?”, “Estamos chegando?”. – Ela tentara modificar o timbre para o de uma menininha, para simular a voz da pequena Cari. Porém, na acústica incomum da zona morta, a imitação saíra mais bizarra do que o cogitado, como o grasnido de um corvo.

Soni fungou uma risada.

– Heh, creio que toda criança faz isso. Eu fazia também, apesar de à época já saber que jamais chegaríamos a nenhum lugar. Não era nosso objetivo.

– Mas agora é – afirmou resoluta. – Pretendo chegar a um local específico. Nossa jornada não será em vão, você verá.

– Eu sei – admitiu com sinceridade.

– Vou surpreendê-lo. Maravilhá-lo, tal como seu pai nos maravilhava quando éramos mais jovens.

– Eu sei. – Num bolso interno Soni portava uma das lupas que ganhara na infância. Especulava que podia revelar-se útil para examinar um ou outro detalhe da Desolação. Ademais, preservá-la consigo era uma maneira de evitar a ruptura de seus vínculos com o outro lado da Linha da Vida – o lado certo.

– Não estou lhe pedindo que confie cegamente em mim. Peço-lhe que confie.

– Eu sei. – “Não precisa insistir”, quis acrescentar. “Não precisa provar nada para mim. Eu sei, e acho que você sabe que eu sei.”

– Eu sei que você sabe. – O sorriso sutil que lhe era característico projetou-se em sua face, e ela encarou os olhos de Soni, que corou e desviou o rosto. – O que tinha para me falar, então?

“Um monte de coisas”, refletiu, mas verbalizou somente: – O barulho.

– Oh, sim, o barulho. Também ouvi. Mas no segundo em que me virei para identificar o responsável, não notei nada. – Deu de ombros: – Devia ser um bicho diminuto, se conseguiu se esconder de minha vista com tanta eficácia.

Soni concordou. “Se fosse alguém do clã, não haveria motivo para ter se ocultado.” Mas essa conclusão desencadeava mais uma questão.

– Você acha que eles nos deixaram para trás? Digo- permanentemente? – Umedeceu os beiços. – Acha que pegamos a peste, e por isso eles nos baniram?

A amiga mirou-o com descrença. Depois, talvez por ter inferido que o rapaz não estava de pilhéria (e que para ele aquela pergunta era da maior gravidade), desatou a rir efusivamente. Soni amarrou a cara até Cari satisfazer-se com a zombaria.

– Não esperava tamanho disparate de alguém que se julga tão… racional – retrucou enfim. – Não, isso não aconteceu – tranquilizou-o. – Posso adivinhar que neste exato momento o Velho Tobi e nossos pais estão discutindo. Eles exigem que o pilantra do Tobi mande batedores em nosso encalço, mas aquela raposa finge relutar. Talvez deseje nos ensinar uma lição. Ou talvez tenha enfiado naquela cabeça vazia dele que enlouquecemos, sabe? Que nem as pessoas que já duraram tempo demasiado e, cansadas de viver, se dirigem à zona morta pela própria vontade. – Soni apertou a vasilha que pousara sobre as pernas dobradas. – Não, não. Isso tampouco se passou com a gente. Não estamos com nenhuma mácula, nem de corpo, nem de espírito.

“Assim como minha mãe. Tenho certeza de que ela estava sã também, mas ainda assim o Velho Tobi a exilou.” O exílio era menos uma pena do que uma medida de cautela: temia-se que a praga fosse contagiosa e, logo, por prevenção relegavam-se os adoentados à Desolação. O líder do clã talvez considerasse o banimento a execução terrena de uma punição divina. O pai de Soni bem que se empenhara em camuflar o estigma de sua esposa, mas sem êxito. Era sabido que a praga distorcia o fluxo da vida de uma pessoa: os que contraíam o mal perdiam a longevidade, de modo que nesse aspecto assimilavam-se aos demais animais. Seu pai aproveitara-se disso: sempre que o Velho Tobi ou o caolho Beni ou a grisalha Iani ou outro dos asseclas do líder andavam por perto, a mãe de Soni era mantida junto de Mani, o burro da família. Se alguém estranhasse o fluxo da vida em torno da mãe de Soni, bastava apontar que o pressentimento resultava, na realidade, do fluxo da vida de Mani, que acabava por confundir-se com o da mulher.

Mas o Velho Tobi não se permitira enganar, e uma bela manhã Soni acordara para deparar-se com seu pai a falar-lhe perdão, em vez de bom-dia. Conforme seu velho, a mãe partira em paz rumo às terras devastadas, sem mágoas, sem receios. Tudo para não gerar mais transtornos aos dois homens que ela tanto amava. Agora que meditava a respeito, Soni percebeu que seu pai só se tornara mais obsecado com a teoria da progressão decrescente da Linha da Vida depois de a mãe cruzá-la. Ainda nutria esperanças de reencontrá-la, era óbvio. “Se o sábio Sofi ainda crê nessa possibilidade, eu seria mais que tolo se não acreditasse.”

O rapaz e a amiga não haviam atingido a idade em que se habilitavam a aprender sobre o fluxo da vida e como senti-lo. No Clã de Tobi, somente os mais aptos dentre os adultos possuíam esse conhecimento. Portanto, quando Cari asseverara que não estavam com a mácula, baseara-se puramente em seu otimismo ingênuo. “Ela não sabe. Não tem como saber.”

– Cari, se estamos tão saudáveis quanto diz, como você explica, bem… a fraqueza, o…cansaço? Você também se sente debilitada, não? Aposto que sim.

A amiga meneou a cabeça numa negativa, enrugou o cenho por um instante, como se ponderasse, e arrematou com um gesto afirmativo.

– Significa que, sim, estou cansada (mais que o normal), porém, não, não imagino que isso se deva à peste. É um efeito da zona morta. Você mesmo observou que este lugar devora o vigor de tudo: luz, calor, som… – gesticulou para Soni e para si própria – nós.

O rapaz não se contentou. Cari já se enganara sobre a rosa e sobre os lobos: a lógica sugeria que ela de novo se enganava. O pai de Soni advertia-o de que até as hipóteses equivocadas detinham validade: descreviam o que não era verdade. E nada garantia que as hipóteses comprovadas corretas continuariam a sê-lo eternamente. “Sempre existirão exceções não previstas na teoria, que sempre estará sujeita à falsificação.” Enquanto o Velho Tobi era o senhor da fé e das tradições perpétuas, seu pai preferia a empiria e as teorias transitórias. O rapaz gostava desta última posição, porém reconhecia que uma hipótese errada desprestigiava quem a defendia; e sucessivas hipóteses erradas envenenavam a credibilidade do estudioso, como ocorria com seu pai. “Como ocorre com Cari agora.” E a amiga, ao contrário do pai, formulava hipóteses de que dependia a sobrevivência de ambos.

– Você não tem certeza. Como é que…?

Ela resfolegou, impaciente e indiferente.

– Fé. Esperança. Otimismo. Uma mente livre do desespero, diferente da sua. Pode chamar do que quiser. O Tio Sofi, Gerion e outros já entraram na Desolação mais de uma vez, e nenhum deles se contaminou. Se você precisa de um segundo argumento, lhe ofereço este: para mim, essa coisa de praga é tudo invenção do Velho Tobi. É mero pretexto para que o clã persista fiel às tradições que ele tanto preza.

Soni arregalou os olhos, sobrancelhas ao alto. Ah, pelos quatro ventos, o que aquela maluca estava propondo? Aquilo não era um argumento, era… “Absurdo.” Havia focos da praga em todos os clãs, em todo canto, em todo o mundo. Não era algo específico ao Clã de Tobi, logo não podia consistir numa historinha.

– Escute – prosseguiu Cari. – Você está aqui porque confia em mim, em minhas acusações de que o Velho Tobi mente sobre a Linha da Vida. Tudo que fiz foi acrescentar que, para mim, ele mente também sobre a praga. Seja coerente e confie nisso igualmente.

– Não me cobre coerência. Escute você: escute o que acabou de dizer. Se a peste é mentira, então o que teria sucedido a Marian, do clã do norte, hã?

– O que ela tem a ver com…?

– Ela contraiu a praga! – O rapaz estendeu e sacudiu as mãos repetidamente, afoito, como se convidando Cari a curvar-se diante do óbvio. – Contraiu a praga e tentou esconder sua condição, no entanto logo começou a definhar. Começou a definhar e enlouqueceu. Enlouqueceu e, num surto, buscando recuperar a vida que se esvaía por entre seus dedos, matou vários membros de seu clã. Comentam que ela pretendia sugar-lhes o fluxo da vida, mas a impediram antes que a situação piorasse. Só então, só então ela foi banida.

Cari fitou-o com semblante impassível. O relato não a impressionara.

– Você… – ela baixou o olhar, sem jeito – sabe que são meros boatos… não sabe? – espiou-o discretamente. – Nosso clã recebeu notícias contraditórias desse incidente. O Velho Tobi juraria sobre uma pilha de ossos que Marian foi invadida por demônios, não pela peste. De meus pais ouvi que ela já tinha vivido demais e tencionava rumar à Desolação para descansar; mas como era líder do clã, alguns se posicionaram contra sua partida, porque tinha deveres a cumprir; outros defendiam que seu desejo merecia ser acatado; e essa desavença ferveu e terminou de forma trágica, com um massacre e a fuga de Marian. – A amiga elevou o indicador, pedindo atenção: – E há a versão de Gerion. Para ele, Marian simplesmente endoidou, assassinou pessoas, debandou para as terras devastadas e ponto; ele não fez menção à praga.

Soni bufou.

– Oh, sim. Se a história proveio de seu precioso mestre Gerion, só pode ser verdade. Que estupidez a minha me negar a beber da incontestável sabedoria dele.

Um leve fremir de lábios foi o único indício da irritação de Cari.

– Sua estupidez reside em suas palavras, Soni. Por que está agindo assim? – cruzou os braços. – E não acho que Gerion tem razão em tudo que fala. Mas como ele é do Clã de Marian, é uma fonte com mais credibilidade que outras, não concorda?

– Não! – retorquiu enfurecido. Como a amiga podia ser tão teimosa? Ela não entendia nada. Nada! Não enxergava que, se estivesse correta sobre a falsidade da mácula, então… Soni recusava-se a aceitar. – Não, não concordo. Gerion pertence ao Clã de Marian só porque nasceu no seio dele. Todo mundo sabe que ele passa mais tempo no mato que na caravana. Duvido que tenha presenciado o acontecimento, duvido que tenha ajudado alguém quando Marian surtava.

Cari abria a boca para contradizê-lo, mas fechou-a antes de proferir o menor fonema. Afastou uma mecha rebelde do olho direito.

– Você pode estar certo – admitiu após meio minuto de silêncio. – Mesmo assim o incidente de Marian não prova nada. É demasiado obscuro para provar qualquer coisa. Sigo crendo em minha teoria: a peste é balela. O que significa que – conteve um risinho – venci o debate.

Na pedra sobre que se sentara, o rapaz empertigou-se e cerrou os punhos. Aquilo não era brincadeira, não era uma competição, com vencedores e… “Perdedores.” A derrota de Soni afetava mais do que ele ou ela. Em que a amiga estava pensando? Comportava-se como se não fosse algo importante. E o transtorno causava-lhe náuseas.

– Cari, você não compreende – disse com urgência no tom. – É só que… é só que se a praga for uma mentira… – hesitou. “Então ela…” E desabafou de uma vez, como se extraísse o curativo de uma ferida: – Se a praga for uma mentira, minha mãe foi expulsapor nada. – “E condenada à morte na Desolação.” Ela e um monte de gente. Todos deixados para trás injustificadamente. Eis o que sempre conjecturara. Ele também guardava suspeitas e ressentimentos do Velho Tobi, contudo a ideia da amiga tornara ambos mais palpáveis e, por isso, mais indigeríveis. Talvez fosse esse o único motivo que o impelira a acompanhar Cari na jornada: atestar a injustiça.

Soni contemplou Cari levantar-se e sentar-se no chão a seu lado. A amiga apertou-lhe a mão, cobrindo-a com as suas. Apenas aí o rapaz notou que seus dedos tremiam ligeiramente, como todo seu corpo. A carícia amenizou os espasmos, e por um momento ele perdeu-se dentro dos olhos azuis e serenos de Cari. Mas o momento sumiu, e com ele o devaneio. Soni não queria a empatia da amiga, não precisava dela. Todo seu esforço para evitar bancar o fraco estava arruinado. “Droga.” Ele piscou quando receou que a vista marejasse.

– Sinto muito – ao dizê-lo, envolveu com mais força a palma do rapaz. – Eu não pensei. Não previ, não escutei, não… raciocinei. Fui uma tola.

– Não, não – apressou-se em replicar. Inspirou fundo. – Eu… Você… – Retesou-se e pigarreou, pois sua voz estava embargada. – Você não tem culpa. A culpa é do Velho Tobi e de ninguém mais.

Cari sorriu.

– Agora estamos em harmonia, portanto.

Soni assentiu distraidamente. Então se apercebeu de que a amiga ainda lhe segurava a mão, e o pudor levou-o a livrar-se do aperto com rápido puxão. No átimo seguinte se arrependeu e enrubesceu. Por que se portava de maneira tão acanhada diante dela? Ambos se conheciam até onde sua memória alcançava – em parte porque uma vida circunscrita ao âmbito do clã não fornecia tantas alternativas de amizade e relacionamento. Dentro daquele microcosmo, teriam se esbarrado cedo ou tarde. Não obstante, o laço era forte. Quando crianças andavam de mãos dadas o tempo inteiro que partilhavam juntos, por recomendação dos pais. “Mas agora não somos mais crianças.”

– Ei, se bem que exista um fator complicador em sua hipótese – ressaltou, intentando redirecionar o foco de Cari. Mirou de esguelha a amiga e reparou que ela transparecia não ter-se importunado com sua rudeza. Bem típico dela. Cari engatinhava até sua mochila. – Se a peste é mentira, não só o Velho Tobi mente, mas também todos os adultos que afirmam pressentir alterações no fluxo da vida de alguém. Meu pai está incluído nesse grupo, e não creio que ele e mais um terço do clã estejam conspirando para enganar os outros dois terços.

– Não creio tampouco – respondeu a amiga sem voltar-se para ele. Vasculhava a mochila à cata de qualquer coisa. – A explicação é outra, mas a desconheço. Teremos de procurá-la também. – Já esvaziara por completo a bagagem. Pederneira, adaga, cobertor, roupas extras, odre: depusera tudo no solo. Mesmo assim não parecia satisfeita. Franziu o cenho e apalpou as vestes até que de sob o colete tirou um pedaço de papel dobrado. – Meti-o aqui justamente para não me esquecer de que o carregava comigo, mas não funcionou – e soltou uma risada entrecortada.

Soni revirou os olhos. Somente Cari se esqueceria de algo que mantinha junto do coração. O que mais teria escapado daquele local precioso?

Ela desdobrou a folha e entregou-lha.

– Quero me redimir de minha insensatez – anunciou solene. – E para tanto estragarei a surpresa que tinha planejado. Observe a figura.

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