AUTOR E OBRA: Sapkowski e The Witcher

The WitcherAndrzej Sapkowski é polonês e nasceu em 1948. Formou-se em economia antes de começar a escrever.

Seu primeiro conto, The Witcher – que em português e à luz da mitologia criada pelo autor equivale a algo como O Caçador de Monstros –, publicado em 1986 na revista literária Fantastyka, dedicada ao gênero da fantasia, fez um sucesso estrondoso tanto entre os leitores quanto entre os críticos. A história serviu de base para a elaboração de uma saga contando com cinco volumes. Em paralelo, Sapkowski produziu uma dezena de coletâneas avulsas passadas no mesmo universo. Dentro em breve se tornou um dos escritores de Literatura Fantástica mais renomados da Polônia.

Geralt de Rívia encarna o protagonista de The Witcher, um caçador mutante que foi treinado desde a infância para perseguir e eliminar monstros. O personagem consegue manter seu código de ética ao longo da trama apesar das escolhas que se vê forçado a fazer e, sobretudo, apesar de seu divertidíssimo sarcasmo. O mundo de Sapkowski recebeu influência inconteste de mitos eslavos.

Sapkowski

Sapkowski

O autor ganhou prêmios diversos por suas obras. Em 2001, foi lançada na Polônia uma série de TV inspirada em The Witcher, chamada Wiedźmin (The HexerO Feiticeiro, em tradução literal para o português). Houve ainda uma tentativa frustrada de adaptação cinematográfica.

Os livros de Sapkowski já foram traduzidos para uma variedade de línguas, inclusive português. No Brasil estão disponíveis, pela editora Wmf Martins Fontes, O Último Desejo (The Last Wish), A Espada do Destino (Sword of Destiny) e O Sangue dos Elfos (Blood of Elves). Aparentemente, aqui as três obras são tidas como perfazendo uma série, mas em sua origem O Último Desejo e A Espada do Destino foram projetados como coletâneas de contos que se desenrolam à margem da saga principal, da qual O Sangue dos Elfos é o romance inicial.

 

Time of contempt

 

Lá fora, conforme o site Amazon, está previsto para 27 de junho o lançamento do segundo livro do ciclo, Time of Contempt. O terceiro, Baptism of Fire, será publicado em 20 de março de 2014.

Segue a sinopse d’O Último Desejo, para os interessados:

Geralt de Rívia é um personagem estranho, um mutante que, graças à magia e a um longo treino, mas também a um misterioso elixir, se tornou um assassino perfeito. Os seus cabelos brancos, os seus olhos que veem melhor de noite que de dia, o seu manto negro, assustam e fascinam.

O último desejoE Geralt dedica-se a viajar por terras pitorescas, ganhando a vida como caçador de monstros. Pois nos tempos obscuros que lhe couberam em sorte abundam ogros e vampiros, e os magos são especialistas da manipulação. Contra todas essas ameaças, um assassino hábil é um recurso indispensável. Geralt, que é ao mesmo tempo um guerreiro e um mago, tem capacidades que o fazem impor-se a todo esse estranho mundo. É um feiticeiro. E é absolutamente único. No decurso das suas aventuras, encontrará uma sacerdotisa autoritária mas generosa, um trovador lascivo mas de bom coração, e uma feiticeira caprichosa, de encantos venenosos. Amigos por um dia, amantes de uma noite. Talvez no final da sua epopeia ele possa realizar o seu último desejo: reencontrar a sua humanidade perdida…[1]

Geralt

Baseando-se no universo de Geralt, a empresa polonesa de jogos eletrônicos CD Projekt desenvolveu uma série de games para PC, no estilo RPG. O primeiro, The Witcher, saiu em 2007, e o segundo, The Witcher 2: Assassins of Kings, em 2011. O terceiro, The Witcher 3: Wild Hunt, tem o lançamento marcado para 2014, em versões para PC, PS4 e Xbox One.

TW 2 3

The Witcher 2

TW 2

The Witcher 2

TW 3

The Witcher 3

Joguei o primeiro e o segundo, e curti bastante. A ambientação é sombria, condizente com as quests que temos de cumprir na pele de Geralt. A qualidade do vídeo é de fazer brilhar os olhos de tão perfeita: os detalhes do cenário, do figurino, da aparência dos personagens, tudo foi meticulosamente trabalhado – tanto que, por pouco, meu computador não derreteu. A trama é interessante, mais em Assassins of Kings do que em The Witcher 1, havendo múltiplas histórias a serem narradas e múltiplos caminhos a serem seguidos, a depender das escolhas realizadas pelo jogador ao longo da aventura. Como em todo RPG que se preze, a customização está presente, mas as opções de evolução de que dispomos são irritantemente limitadas – o que, suponho, planejam sanar em The Witcher 3.

O sistema de combate foi algo que me impressionou, porque foge completamente ao convencional. Contudo, talvez peque em sua pretensão de ser acuradamente realista, terminando por dificultar a jogabilidade. Foi desafiador aperfeiçoar minha habilidade com o mouse para evitar perder a cada dez minutos de gameplay; imagino que um amigo meu – mestre no gênero FPS e, portanto, um baita de um malabarista com o cursor do mouse – teria se saído bem melhor do que eu.

Não obstante, foi uma das experiências mais épicas que um jogo já me ofereceu. O storytelling é maravilhoso, tão belo quanto um filme. É verdade que meu conhecimento do mundo construído por Sapkowski se resume ao conteúdo dos games, porém ressalto que a adaptação preservou muitos elementos dos livros, como, por exemplo, o jeito sarcástico de Geralt, que costumam mencionar em resenhas e que, no jogo, fica evidente nos diálogos.

Recomendado (para maiores de 17 anos)!

Quanto aos romances, pretendo lê-los quando minha fila de livros diminuir, pois quero escrever uma resenha eu mesmo.

Abaixo confiram o trailer de The Witcher 1. E para os curiosos sobre as novidades de The Witcher 3, eis um link com um artigo do Omelete que me deixou superempolgado: The Witcher 3: Wild Hunt é poesia RPG.

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